{"id":1215,"date":"2022-10-10T18:09:51","date_gmt":"2022-10-10T21:09:51","guid":{"rendered":"http:\/\/www.petlif.ufscar.br\/?page_id=1215"},"modified":"2022-10-10T18:09:52","modified_gmt":"2022-10-10T21:09:52","slug":"ghost-in-the-shell-humanidade-identidade-e-contemporaneidade","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.petlif.ufscar.br\/?page_id=1215","title":{"rendered":"Ghost In The Shell, Humanidade, Identidade e Contemporaneidade"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"wp-block-themeisle-blocks-advanced-columns has-1-columns has-desktop-equal-layout has-tablet-equal-layout has-mobile-equal-layout has-default-gap has-vertical-unset\" id=\"wp-block-themeisle-blocks-advanced-columns-adeb7ab6\"><div class=\"wp-block-themeisle-blocks-advanced-columns-overlay\"><\/div><div class=\"innerblocks-wrap\">\n<div class=\"wp-block-themeisle-blocks-advanced-column\" id=\"wp-block-themeisle-blocks-advanced-column-f58295de\">\n<p>Considerado um cl\u00e1ssico da anima\u00e7\u00e3o japonesa, e da cultura pop em geral, Ghost in the Shell \u00e9 uma obra que, junto com outras obras de sua \u00e9poca, \u00e9 um cl\u00e1ssico do movimento cyberpunk, at\u00e9 mesmo influenciando outras obras de grande destaque, como Matrix. A anima\u00e7\u00e3o de 1995 \u00e9 uma adapta\u00e7\u00e3o em longa metragem do mang\u00e1 de mesmo nome escrito e ilustrado por Shirow Masamune. A anima\u00e7\u00e3o, assim como o mang\u00e1, debate temas que at\u00e9 hoje s\u00e3o relevantes, como por exemplo os efeitos da tecnologia na vida dos usu\u00e1rios.&nbsp; O nome da obra vem do fato de que seus protagonistas, em sua maioria, s\u00e3o ciborgues, cascas rob\u00f3ticas com uma alma humana, um c\u00e9rebro, uma consci\u00eancia que pode ser acessada por uma interface humano-m\u00e1quina.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A obra conta a hist\u00f3ria de uma ciborgue chamada Motoko Kusanagi, conhecida como major, uma agente de uma unidade de defesa do governo japon\u00eas. A trama se desenvolve em meio a uma investiga\u00e7\u00e3o que a major e sua equipe conduzem para tentar capturar um criminoso internacional conhecido como mestre dos fantoches. Esse apelido foi dado ao criminoso, pois seu modus operandi consiste em controlar indiv\u00edduos implantando ou apagando mem\u00f3rias na alma das v\u00edtimas. Ao longo da anima\u00e7\u00e3o, esse tema ressurge em diferentes formas, por exemplo na crise existencial da protagonista em rela\u00e7\u00e3o ao pr\u00f3prio corpo cibern\u00e9tico, afinal, o que garante que ela \u00e9 quem pensa que \u00e9? Num mundo em que mem\u00f3rias podem ser implantadas e apagadas&nbsp; da mente das pessoas, como podemos saber quem somos?&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Outro tema que surge em meio a trama, e que tem muito a ver com o que foi dito anteriormente, \u00e9 a rela\u00e7\u00e3o dos indiv\u00edduos com a tecnologia. Fica claro em um dado momento que \u00e9 raro entre os muitos agentes que trabalham com a major indiv\u00edduos que n\u00e3o possuam muitos implantes cibern\u00e9ticos, um deles, Togusa, questiona a major o motivo deles quererem algu\u00e9m como ele em sua unidade, e ela responde dizendo que \u00e9 importante que exista diversidade no grupo, para que sejam menos previs\u00edveis em suas formas de reagir a situa\u00e7\u00f5es. De certa forma, ela o responde com um apelo \u00e0 individualidade, um reconhecimento de que ao mesmo tempo que seu corpo de alta tecnologia traz melhoramentos, tamb\u00e9m traz limita\u00e7\u00f5es. Em um outro momento, numa cena de visual impec\u00e1vel e quase contemplativa, a Major questiona a Batou, seu bra\u00e7o direito na unidade, se ele acredita que conseguiria viver sem a manuten\u00e7\u00e3o que recebe do governo. Nessa cena, n\u00e3o s\u00f3 fica escancarada a cr\u00edtica \u00e0 rela\u00e7\u00e3o homem-m\u00e1quina, mas tamb\u00e9m pode ser tra\u00e7ado um paralelo com as rela\u00e7\u00f5es de trabalho e com a explora\u00e7\u00e3o daqueles que dependem do fruto desse trabalho para viver. No caso dos ciborgues, a necessidade de manuten\u00e7\u00e3o, num caso mais cotidiano, a necessidade de dinheiro para sobreviver na sociedade. S\u00e3o esses debates, que surgem espontaneamente durante todo o filme que o tornam um cl\u00e1ssico do g\u00eanero cyberpunk, e que o mant\u00e9m fresco e contempor\u00e2neo, mesmo mais de 20 anos depois de seu lan\u00e7amento.<\/p>\n<\/div>\n<\/div><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.petlif.ufscar.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/1215"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.petlif.ufscar.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.petlif.ufscar.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.petlif.ufscar.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.petlif.ufscar.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1215"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.petlif.ufscar.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/1215\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1216,"href":"https:\/\/www.petlif.ufscar.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/1215\/revisions\/1216"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.petlif.ufscar.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1215"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}