{"id":1379,"date":"2024-06-03T17:27:07","date_gmt":"2024-06-03T20:27:07","guid":{"rendered":"http:\/\/www.petlif.ufscar.br\/?p=1379"},"modified":"2024-06-04T18:48:00","modified_gmt":"2024-06-04T21:48:00","slug":"super-herois-sao-os-precursores-do-fascismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.petlif.ufscar.br\/?p=1379","title":{"rendered":"Super-her\u00f3is s\u00e3o os precursores do fascismo?"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"1379\" class=\"elementor elementor-1379\" data-elementor-settings=\"[]\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-inner\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-section-wrap\">\n\t\t\t\t\t\t\t<section class=\"elementor-element elementor-element-7b79d5b7 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default elementor-section elementor-top-section\" data-id=\"7b79d5b7\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-row\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-3458786c elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column\" data-id=\"3458786c\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-column-wrap  elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-52c15338 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"52c15338\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-text-editor elementor-clearfix\"><p><!-- wp:image {\"id\":1381,\"sizeSlug\":\"large\"} --><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-1410 alignleft\" src=\"http:\/\/www.petlif.ufscar.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/imagem-1-nobel-300x194.png\" alt=\"\" width=\"487\" height=\"315\" srcset=\"https:\/\/www.petlif.ufscar.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/imagem-1-nobel-300x194.png 300w, https:\/\/www.petlif.ufscar.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/imagem-1-nobel.png 581w\" sizes=\"(max-width: 487px) 100vw, 487px\" \/><\/p>\n<p><!-- \/wp:image --><!-- wp:paragraph --><\/p>\n<p>Ao longo dos anos, houve uma crescente procura por obras de super-her\u00f3is, especialmente filmes como os da Marvel, sucesso absoluto de bilheterias. Alan Moore, escritor e roteirista de v\u00e1rios quadrinhos como <em>Watchmen<\/em> e <em>V de Vingan\u00e7a<\/em>, alertou sobre essa procura: \u201c<em>Eu disse por volta de 2011 que achava que teria implica\u00e7\u00f5es s\u00e9rias e preocupantes para o futuro, se milh\u00f5es de adultos fizessem fila para ver os filmes do Batman. Porque esse tipo de infantiliza\u00e7\u00e3o \u2013 esse apelo a tempos mais simples, a realidades mais simples \u2013 pode muitas vezes ser um precursor do fascismo<\/em>\u201d (tradu\u00e7\u00e3o feita pelos autores deste artigo), disse Moore para o jornal ingl\u00eas <em>The Guardian<\/em>. Mas ser\u00e1 que os super-her\u00f3is s\u00e3o realmente precursores do fascismo?<\/p>\n<p><!-- \/wp:paragraph --><!-- wp:paragraph --><\/p>\n<p>\u201cFascismo\u201d \u00e9 um termo que representa um movimento pol\u00edtico, econ\u00f4mico e social, o qual alguns pa\u00edses adotaram ap\u00f3s a Primeira Guerra Mundial, principalmente aqueles que estavam enfrentando graves crises econ\u00f4micas, como a Alemanha, governada pelo Partido Nazista de Adolf Hitler, e a It\u00e1lia, governada pelo Partido Republicano Fascista de Benito Mussolini (do qual se origina o termo). Ainda que n\u00e3o exista uma conceitualiza\u00e7\u00e3o universal para o termo, alguns aspectos b\u00e1sicos s\u00e3o frequentemente citados, como aqueles representados na defini\u00e7\u00e3o do escritor e fil\u00f3sofo Umberto Eco (1932-2016). Para o fil\u00f3sofo, o fascismo teria como caracter\u00edsticas: o culto \u00e0 personalidade, ou seja, uma adora\u00e7\u00e3o muito forte em alguma pessoa; a vis\u00e3o bin\u00e1ria entre o bem e o mal, preocupando-se muito mais com a destrui\u00e7\u00e3o de inimigos do que com a resolu\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica de problemas; a prega\u00e7\u00e3o do uso da for\u00e7a como principal agente de mudan\u00e7a.<\/p>\n<p><!-- \/wp:paragraph --><!-- wp:image {\"id\":1380,\"sizeSlug\":\"large\"} --><\/p>\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-1419 alignright\" src=\"http:\/\/www.petlif.ufscar.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/imagem-2-nobel-300x183.png\" alt=\"\" width=\"466\" height=\"284\" srcset=\"https:\/\/www.petlif.ufscar.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/imagem-2-nobel-300x183.png 300w, https:\/\/www.petlif.ufscar.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/imagem-2-nobel.png 701w\" sizes=\"(max-width: 466px) 100vw, 466px\" \/><p><\/p>\n<figcaption><\/figcaption>\n<\/figure>\n<p><!-- \/wp:image --><!-- wp:paragraph --><\/p>\n<p>Em outras palavras, segundo Eco, o fascismo tem, em seu cerne, a\u00e7\u00f5es, pensamentos e argumentos moldados pela viol\u00eancia. No contexto da discuss\u00e3o sobre a viol\u00eancia na sociedade e sua representa\u00e7\u00e3o nas hist\u00f3rias em quadrinhos de super-her\u00f3is, \u00e9 relevante considerar tamb\u00e9m a influ\u00eancia do protofascismo. Este \u00e9 caracterizado por uma ideologia autorit\u00e1ria, nacionalista e muitas vezes violenta, pode ser identificado em certas narrativas que exaltam a for\u00e7a sobre o di\u00e1logo, promovendo a exclus\u00e3o de grupos contr\u00e1rios \u00e0 ideologia e surge antes dos regimes fascistas do s\u00e9culo XX.<\/p>\n<p><!-- \/wp:paragraph --><!-- wp:paragraph --><\/p>\n<p>Ao analisarmos a popularidade dessas hist\u00f3rias, \u00e9 importante reconhecer como elementos protofascistas podem estar presentes, influenciando a forma como os conflitos s\u00e3o resolvidos e como os her\u00f3is s\u00e3o retratados. A exalta\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia como meio prim\u00e1rio de resolu\u00e7\u00e3o de problemas e imposi\u00e7\u00e3o de ideias podem, concomitantemente com a intoler\u00e2ncia aos grupos minorit\u00e1rios, ser reflexo das ideologias protofascistas.<\/p>\n<p><!-- \/wp:paragraph --><!-- wp:image {\"id\":1382,\"sizeSlug\":\"large\"} --><\/p>\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-1422 alignleft\" src=\"http:\/\/www.petlif.ufscar.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/imagem-3-nobel-300x180.png\" alt=\"\" width=\"405\" height=\"243\" srcset=\"https:\/\/www.petlif.ufscar.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/imagem-3-nobel-300x180.png 300w, https:\/\/www.petlif.ufscar.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/imagem-3-nobel-768x461.png 768w, https:\/\/www.petlif.ufscar.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/imagem-3-nobel.png 807w\" sizes=\"(max-width: 405px) 100vw, 405px\" \/><\/figure>\n<p><!-- \/wp:image --><!-- wp:paragraph --><\/p>\n<p>Em agravante, as hist\u00f3rias potencialmente fascistas s\u00e3o muito populares entre o p\u00fablico infantojuvenil, ou seja, o p\u00fablico em forma\u00e7\u00e3o de car\u00e1ter e personalidade. Apelar para este p\u00fablico fortifica a transmiss\u00e3o de valores e ideias e ajuda a normalizar ideias que antes seriam impens\u00e1veis. Apesar da causalidade entre a populariza\u00e7\u00e3o dos quadrinhos e o crescimento da viol\u00eancia n\u00e3o ser t\u00e3o evidente, \u00e9 preciso cautela quanto ao poss\u00edvel surgimento de &#8220;supers&#8221; na nossa realidade social. N\u00e3o \u00e9 atoa que na mesma \u00e9poca que <em>Os Vingadores<\/em> estava fazendo milh\u00f5es em bilheteria, os l\u00edderes de extrema-direita estavam em ascens\u00e3o, empregando um nacionalismo exagerado. Era comum, por exemplo, usarem as bandeiras de seus pa\u00edses como suas pr\u00f3prias vestimentas (o que s\u00e3o claras refer\u00eancias ao <em>Capit\u00e3o Am\u00e9rica<\/em>). Al\u00e9m disso, prometiam resolver todas as crises impondo seu modo de agir pouco democr\u00e1tico: incentivando o fechamento de institui\u00e7\u00f5es da Rep\u00fablica e \u00f3rg\u00e3os governamentais. Deixando clara a mensagem de for\u00e7a e poder, elementos presentes no facismo.<\/p>\n<p><!-- \/wp:paragraph --><!-- wp:image {\"id\":1388,\"sizeSlug\":\"large\"} --><\/p>\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-1423 alignright\" src=\"http:\/\/www.petlif.ufscar.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/imagem-4-nobel-300x197.png\" alt=\"\" width=\"437\" height=\"287\" srcset=\"https:\/\/www.petlif.ufscar.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/imagem-4-nobel-300x197.png 300w, https:\/\/www.petlif.ufscar.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/imagem-4-nobel-768x505.png 768w, https:\/\/www.petlif.ufscar.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/imagem-4-nobel.png 808w\" sizes=\"(max-width: 437px) 100vw, 437px\" \/><\/figure>\n<p><!-- \/wp:image --><!-- wp:paragraph --><\/p>\n<p>O primeiro super-her\u00f3i surgiu no final da d\u00e9cada de 30, escrito por dois autores judeus, filhos de imigrantes que cresceram na cidade de Cleveland (Ohio, EUA), na revista <em>Action Comics #1<\/em> (1938), chamado Superman, um alien\u00edgena que caiu na Terra quando beb\u00ea e que possui poderes que um humano comum n\u00e3o tem, como for\u00e7a e velocidade aumentadas, vis\u00e3o de raio laser e um sopro super potente. Logo na sua primeira hist\u00f3ria, pode-se notar alguns elementos um pouco problem\u00e1ticos, como por exemplo, o personagem invadir a mans\u00e3o de um governador para impedir que uma pessoa seja sentenciada \u00e0 cadeira el\u00e9trica pelo crime que n\u00e3o cometeu. Nesse caso, percebemos uma a\u00e7\u00e3o que vai contra a lei, pelo uso da for\u00e7a, para poder defend\u00ea-la. Outro elemento \u00e9 seu pr\u00f3prio conceito, que deriva de \u201c\u00dcbermensch\u201d do fil\u00f3sofo alem\u00e3o Friedrich Nietzsche, que seria o \u201cal\u00e9m do homem\u201d para designar um ser superior aos demais, um modelo ideal do homem. Nietzsche utiliza essa ideia no sentido de aprimoramento intelectual do homem, por\u00e9m, o nazismo distorce essa ideia, buscando um homem branco muito mais forte, muito mais saud\u00e1vel e que combateria tudo que h\u00e1 de mau na sociedade, usando seus poderes de ser superior.<\/p>\n<p><!-- \/wp:paragraph --><!-- wp:image {\"id\":1387,\"sizeSlug\":\"large\"} --><\/p>\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-1425 alignleft\" src=\"http:\/\/www.petlif.ufscar.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/imagem-5-nobel-300x200.png\" alt=\"\" width=\"436\" height=\"290\" srcset=\"https:\/\/www.petlif.ufscar.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/imagem-5-nobel-300x200.png 300w, https:\/\/www.petlif.ufscar.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/imagem-5-nobel.png 653w\" sizes=\"(max-width: 436px) 100vw, 436px\" \/><\/figure>\n<p><!-- \/wp:image --><!-- wp:paragraph --><\/p>\n<p>Em meio \u00e0 diversidade de hist\u00f3rias nos quadrinhos, outra linha que pode ser destacada \u00e9 aquela em que os pr\u00f3prios elementos protofascistas, ainda que presentes, s\u00e3o parte do pr\u00f3prio enredo. Exemplos como a saga <em>Lanterna Verde e Arqueiro Verde<\/em> (1970) da dupla Dennis O\u2019Neil e Neal Adams mostram essa dualidade, j\u00e1 que o <em>Lanterna Verde<\/em> \u00e9 um personagem mais ligado \u00e0 direita, enquanto o<em> Arqueiro Verde<\/em> \u00e9 mais ligado \u00e0 esquerda. Ambos percebem os problemas das ruas dos EUA numa vis\u00e3o mais cr\u00edtica, vendo que nem sempre \u00e9 tudo preto no branco, trazendo tem\u00e1ticas como machismo, xenofobia e misoginia. Outro exemplo \u00e9 <em>X-Men: A Segunda G\u00eanese<\/em> (1975) por Len Wein e Dave Cockrum, que traz uma nova roupagem para a equipe de mutantes da Marvel com temas como preconceito, xenofobia, homofobia, racismo e intoler\u00e2ncia motivada por quest\u00f5es religiosas.<\/p>\n<p><!-- \/wp:paragraph --><!-- wp:image {\"id\":1385,\"sizeSlug\":\"large\"} --><\/p>\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-1424 alignright\" src=\"http:\/\/www.petlif.ufscar.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/imagem-6-nobel-300x179.png\" alt=\"\" width=\"442\" height=\"263\" srcset=\"https:\/\/www.petlif.ufscar.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/imagem-6-nobel-300x179.png 300w, https:\/\/www.petlif.ufscar.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/imagem-6-nobel-768x458.png 768w, https:\/\/www.petlif.ufscar.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/imagem-6-nobel.png 806w\" sizes=\"(max-width: 442px) 100vw, 442px\" \/><\/figure>\n<p><!-- \/wp:image --><!-- wp:paragraph --><\/p>\n<p>O que essa segunda linha de pensamento nos mostra \u00e9 a possibilidade que exista hist\u00f3rias cr\u00edticas dentro do g\u00eanero, que n\u00e3o necessariamente implica em os super-her\u00f3is serem fascistas. Nesse exemplo, os super-her\u00f3is s\u00e3o como a capa do disco <em>The Dark Side Of The Moon<\/em> (1973) da banda inglesa <em>Pink Floyd<\/em>, que apesar do feixe de luz ser n\u00edtido, ele se mostra como v\u00e1rias cores ap\u00f3s passar pelo prisma. Ou seja, embora os super-her\u00f3is sejam protofascistas em sua ess\u00eancia, eles se desmancham em coisas muito mais complexas quando os analisamos, o que \u00e9 diferente de uma perspectiva acr\u00edtica, que mostra que o fascismo \u00e9 um fator determinista, que mesmo que a hist\u00f3ria dos super-her\u00f3is tenham tais tem\u00e1ticas sociais, ainda assim s\u00e3o fascistas.<\/p>\n<p><!-- \/wp:paragraph --><!-- wp:image {\"id\":1386,\"sizeSlug\":\"large\"} --><\/p>\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-1426 alignleft\" src=\"http:\/\/www.petlif.ufscar.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/imagem-7-nobel-300x172.png\" alt=\"\" width=\"488\" height=\"280\" srcset=\"https:\/\/www.petlif.ufscar.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/imagem-7-nobel-300x172.png 300w, https:\/\/www.petlif.ufscar.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/imagem-7-nobel-768x439.png 768w, https:\/\/www.petlif.ufscar.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/imagem-7-nobel.png 806w\" sizes=\"(max-width: 488px) 100vw, 488px\" \/><\/figure>\n<p><!-- \/wp:image --><!-- wp:paragraph --><\/p>\n<p>Resolver os problemas em um estalar de dedos \u00e9 algo que muitas pessoas anseiam e v\u00eam em seus her\u00f3is essas quest\u00f5es, o ponto cr\u00edtico est\u00e1 em querer que os l\u00edderes sejam desse jeito tamb\u00e9m, estampando que eles s\u00e3o imponentes e fortes e a favor do povo, mas que na verdade, passam por cima dos poderes civis, privam a sociedade de liberdade e quem critica eles, s\u00e3o massacrados, agindo como o <em>Capit\u00e3o P\u00e1tria<\/em> de <em>The Boys<\/em> (que usa a bandeira dos EUA como capa).<\/p>\n<p><!-- \/wp:paragraph --><!-- wp:paragraph --><\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n<p><!-- \/wp:paragraph --><!-- wp:paragraph --><\/p>\n<p>DURANT, Will \u2013 Os grandes fil\u00f3sofos \u2013 A Filosofia de Nietzsche \u2013 Editora Ediouro.<\/p>\n<p><!-- \/wp:paragraph --><!-- wp:paragraph --><\/p>\n<p>Watchmen author Alan Moore: \u2018I\u2019m definitely done with comics\u2019<\/p>\n<p><!-- \/wp:paragraph --><!-- wp:paragraph --><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.theguardian.com\/books\/2022\/oct\/07\/watchmen-author-alan-moore-im-definitely-done-with-comics\">https:\/\/www.theguardian.com\/books\/2022\/oct\/07\/watchmen-author-alan-moore-im-definitely-done-with-comics<\/a><\/p>\n<p><!-- \/wp:paragraph --><!-- wp:paragraph --><\/p>\n<p>COMICS, D. C. Action Comics 1. DC Comics Encyclopedia, p. 14, 1938.<\/p>\n<p><!-- \/wp:paragraph --><!-- wp:paragraph --><\/p>\n<p>PINO, Angel. Viol\u00eancia, educa\u00e7\u00e3o e sociedade: um olhar sobre o Brasil contempor\u00e2neo. Educa\u00e7\u00e3o &amp; Sociedade, v. 28, n. 100, p. 763-785, out. 2007. Dispon\u00edvel em: https:\/\/doi.org\/10.1590\/s0101-73302007000300007.&nbsp;<\/p>\n<p><!-- \/wp:paragraph --><!-- wp:paragraph --><\/p>\n<p>Assinado por: Erik, Henrique e Pedro Henrique.<\/p>\n<p><!-- \/wp:paragraph --><\/p><\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ao longo dos anos, houve uma crescente procura por obras de super-her\u00f3is, especialmente filmes como os da Marvel, sucesso absoluto de bilheterias. 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