{"id":1496,"date":"2024-09-30T18:26:40","date_gmt":"2024-09-30T21:26:40","guid":{"rendered":"http:\/\/www.petlif.ufscar.br\/?p=1496"},"modified":"2024-09-30T18:26:41","modified_gmt":"2024-09-30T21:26:41","slug":"ensino-investigativo-em-atividades-experimentais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.petlif.ufscar.br\/?p=1496","title":{"rendered":"Ensino Investigativo em Atividades Experimentais"},"content":{"rendered":"\n<p>As pr\u00e1ticas experimentais fazem parte do ensino e aprendizado das Ci\u00eancias da Natureza. Por esse motivo, \u00e9 comum que livros did\u00e1ticos ou mesmo o professor, proponham o uso de experimentos a fim de facilitar o entendimento dos estudantes sobre certos conceitos ou fundamentos do assunto abordado em sala de aula. No entanto, tais atividades experimentais, por vezes, n\u00e3o tem prop\u00f3sitos bem estruturados, o que pode levar o aluno a apresentar dificuldades na compreens\u00e3o da atividade realizada. A organiza\u00e7\u00e3o da atividade, com um objetivo experimental bem definido, n\u00e3o garante a compreens\u00e3o plena do conte\u00fado, mas facilita os caminhos do aprendizado objetivado pelo experimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse caso, o que deve ser considerado \u00e9 que o experimento n\u00e3o siga um roteiro r\u00edgido que se preocupe apenas em como montar ou executar uma tarefa, mas que priorize situa\u00e7\u00f5es que conduzam a discuss\u00f5es, promovendo o levantamento de hip\u00f3teses e constru\u00e7\u00e3o de conclus\u00f5es sobre o fen\u00f4meno estudado.<\/p>\n\n\n\n<p>Os experimentos em sala de aula, como geralmente s\u00e3o propostos, seguem muitas vezes um roteiro compar\u00e1vel a uma receita de bolo, em que os resultados s\u00e3o previamente conhecidos. Esse tipo de experimento roteirizado tende a transmitir informa\u00e7\u00f5es com pouco espa\u00e7o para discuss\u00f5es em aula. Assim, o aluno assume um papel passivo e repetitivo, limitado a reproduzir e coletar dados de forma mecanizada. Nesse contexto n\u00e3o h\u00e1 espa\u00e7o para que os alunos participem ativamente e pensem de forma independente desenvolvendo habilidades investigativas.<\/p>\n\n\n\n<p>Em oposi\u00e7\u00e3o a esses modelos roteirizados de pr\u00e1ticas experimentais, h\u00e1 o ensino investigativo. Por se tratar de uma perspectiva de ensino construtivista, essa abordagem faz do educando a figura central do processo de aprendizagem. Ou seja, esse tipo de ensino requer a participa\u00e7\u00e3o ativa do aluno com a media\u00e7\u00e3o do professor. Goi e colaboradores (ano), no artigo \u201cExperimentos Investigativos no Ensino de Ci\u00eancias na forma\u00e7\u00e3o de professores da Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica\u201d afirmam que os experimentos investigativos permitem que o aluno, por si s\u00f3, reconhe\u00e7a os objetivos da atividade. Esse resultado favorece e enriquece muito o ensino e a aprendizagem do educando, pois estimula o seu pensamento cr\u00edtico e criativo.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, o professor durante a elabora\u00e7\u00e3o das atividades deve zelar para n\u00e3o sobrecarregar o aluno de responsabilidade durante a realiza\u00e7\u00e3o das mesmas. Com base nos trabalhos de Anna Maria Pessoa de Carvalho, o ensino por investiga\u00e7\u00e3o apresenta v\u00e1rios graus de liberdade intelectual para o educando, em que quanto maior o grau, maior o n\u00edvel de autonomia. No in\u00edcio, o professor ainda deve manter as responsabilidades para si na elabora\u00e7\u00e3o dos problemas, apresenta\u00e7\u00e3o de hip\u00f3teses e planos de trabalho. Aos poucos, o educador passa o papel ativo dessas tarefas aos alunos, para que esses saibam lidar com os novos desafios e n\u00e3o fiquem totalmente perdidos sem saber qual dire\u00e7\u00e3o seguir.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 interessante ressaltar que pr\u00e1ticas demonstrativas tamb\u00e9m s\u00e3o v\u00e1lidas. O importante \u00e9 que essas atividades sejam elaboradas com certo grau de car\u00e1ter investigativo.Inclusive tais atividades podem ser \u00fateis para a consolida\u00e7\u00e3o de conceitos previamente discutidos. Mesmo que o aluno esteja apenas assistindo ao experimento ele deve ser estimulado a pensar por conta pr\u00f3pria. Ap\u00f3s a realiza\u00e7\u00e3o dele devem ser propostas an\u00e1lises de dados n\u00e3o somente para confirma\u00e7\u00e3o de teorias mas tamb\u00e9m na constru\u00e7\u00e3o dos saberes cr\u00edtico-cient\u00edfico do aluno.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, \u00e9 importante que o professor saiba como dialogar os n\u00edveis investigativos de acordo com a sequ\u00eancia de aprendizado da atividade proposta pelo experimento. Evitando assim, que o aluno assuma um papel totalmente passivo durante o processo de ensino experimental e que n\u00e3o esteja fora do alcance da compet\u00eancia desenvolvida em outros momentos da atividade. Somados a essas responsabilidades, os alunos poder\u00e3o ter certa autonomia com um papel mais ativo na realiza\u00e7\u00e3o dos experimentos. Dessa forma, os caminhos que a atividade prop\u00f5e enfatizam a contribui\u00e7\u00e3o do educador como mediador da constru\u00e7\u00e3o horizontal do conhecimento e dos aprofundamentos abordados nesses modelos de aula. Garantindo assim, que propostas de ensino e ci\u00eancia, na din\u00e2mica do experimento, tenham seus objetivos cumpridos.<\/p>\n\n\n\n<p>Assinado por: Ot\u00e1vio, Felipe, Jos\u00e9 Luiz e Julia.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;REFER\u00caNCIAS BIBLIOGR\u00c1FICAS:<\/p>\n\n\n\n<p>EXPERIMENTOS INVESTIGATIVOS NO ENSINO DE CI\u00caNCIAS NA FORMA\u00c7\u00c3O DE PROFESSORES DA EDUCA\u00c7\u00c3O B\u00c1SICA: <a href=\"https:\/\/edeq.furg.br\/images\/arquivos\/trabalhoscompletos\/s09\/ficha-149.pdf\">https:\/\/edeq.furg.br\/images\/arquivos\/trabalhoscompletos\/s09\/ficha-149.pdf<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>ATIVIDADES EXPERIMENTAIS INVESTIGATIVAS &#8211; CAP\u00cdTULO II: <a href=\"https:\/\/edisciplinas.usp.br\/pluginfile.php\/4205687\/mod_resource\/content\/2\/texto-3.pdf\">https:\/\/edisciplinas.usp.br\/pluginfile.php\/4205687\/mod_resource\/content\/2\/texto-3.pdf<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>A ELETRICIDADE A PARTIR DO ENSINO POR INVESTIGA\u00c7\u00c3O: UMA EXPERI\u00caNCIA DIAL\u00d3GICA NA FORMA\u00c7\u00c3O CONTINUADA DE PROFESSORES: <a href=\"https:\/\/fisica.ufmt.br\/eenciojs\/index.php\/eenci\/article\/view\/35\">https:\/\/fisica.ufmt.br\/eenciojs\/index.php\/eenci\/article\/view\/35<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>FUNDAMENTOS TE\u00d3RICOS E METODOL\u00d3GICOS DO ENSINO POR INVESTIGA\u00c7\u00c3O: <a href=\"https:\/\/periodicos.ufmg.br\/index.php\/rbpec\/article\/view\/4852\">https:\/\/periodicos.ufmg.br\/index.php\/rbpec\/article\/view\/4852<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As pr\u00e1ticas experimentais fazem parte do ensino e aprendizado das Ci\u00eancias da Natureza. 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